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Gabaritos dos exercícios e atividades - 2º Ano EM

2º Ano do Ensino Médio - Turmas 2002, 2003 e 2004.



Capítulo 6 - O iluminismo


Exercícios do caderno
1) Os Iluministas queriam governos com poderes limitados por uma constituição e liberdade econômica e de pensamento. Para alcançar esses objetivos pregavam o fim da centralização do poder nas mãos do rei (absolutismo monárquico), com os privilégios dados a nobreza e ao clero, e com as imposições de caráter religioso.

2)  O pensamento econômico do Iluminismo estava centrado na questão da liberdade econômica, desenvolvendo-se em duas escolas distintas: os fisiocratas e os liberais. As duas escolas criticavam as práticas mercantilistas e propunham o fim da intervenção do Estado nos assuntos econômicos. Para eles era necessário que houvesse uma liberdade de comércio para garantir um bom preço dos produtos. Com isso, criticava o regime de monopólios comerciais do mercantilismo, o pacto colonial, atendendo os interesses da burguesia.

3) Entende-se por Liberalismo Político o pressuposto filosófico de que o os seres humanos têm por natureza certos direitos fundamentais, como o direito à vida, à liberdade e à felicidade. Cabe ao Estado respeitar, e não invadir esses direitos. Ou seja, o liberalismo é uma doutrina que limita tanto os poderes quanto as funções do Estado; os Estados teriam os poderes públicos regulados por normas gerais e seriam subordinados às leis.

4) Por que Rousseau foi o verdadeiro defensor da democracia. Enquanto a maioria dos iluministas defendiam os interesses da burguesia, para Rousseau o poder político repousa sobre o povo, que manifestava sua vontade mediante o voto. Seu pensamento teve muita repercussão entre as camadas populares e a pequena burguesia. Serviu de bandeira para a Revolução Francesa.

5) A França destacou-se por seus iluministas, pois, nessa época ela experimentava o auge do antigo regime: na política ostentava um absolutismo monárquico baseado na teoria da origem divina do poder dos reis; enfrentava uma séria crise econômica em função dos gastos da realeza; a sociedade rigidamente hierarquizada em estamentos, baseados na origem do indivíduo, organizada em 3 ordens ou estados: 1º estado (clero/religiosos); 2º estado (nobreza); 3º estado (burguesia, trabalhadores urbanos, camponeses), onde a maioria dos grupos, principalmente a burguesia, queria liberdade política e econômica.

6)  John Locke é considerado o pai do Liberalismo Político. Foi um defensor da tolerância religiosa e da liberdade política; acreditava na liberdade e na propriedade como direitos naturais do homem (segundo ele,   para que houvesse a manutenção destes direitos, fez-se um contrato tácito entre os homens, surgindo o governo e a sociedade civil). Locke afirmava que “os governos recebem a autoridade para garantir aos cidadãos seus direitos naturais (contrato entre governantes e governados); caso não o fizerem, os cidadão possuem o direito de se rebelar contra o governo tirano”. Esta foi a ideia que se constituiu na verdadeira arma na luta contra o absolutismo monárquico. 


Tema 3 – página 130

1) Não. A abordagem política efetuada pelo iluminismo, a partir da crítica do absolutismo monárquico, propunha formas de organização políticas que não estivessem fundamentadas em relações autoritárias de poder Compondo um conjunto variado de pensamentos e teorias, os iluministas tinham em comum a rejeição por toda e qualquer forma de opressão política.
Os Estados governados pelos déspotas esclarecidos foram orientados por alguns dos conhecimentos elaborados pelos pensadores iluministas. Esses princípios, no entanto, foram livremente reapropriados. As instituições políticas foram modernizadas e aperfeiçoadas. O governo, no entanto, tornou-se mais centralizado e forte, a estrutura de poder dos governos autoritários foi mantida e as liberdades políticas não foram asseguradas.
O despotismo esclarecido, portanto, não pode ser considerado um reflexo ou uma aplicação dos princípios políticos iluministas. A sociedade sofreu um processo de aperfeiçoamento das instituições administrativas e sociais, mas a participação política continuou restrita ao poder centralizado em um monarca.

2) O retrato destaca dois aspectos principais dos déspotas esclarecidos. De um lado, as medalhas e a faixa cruzada no peito com as cores do Sacro Império Romano Germânico representam o poder e a autoridade do imperador José II. Por outro, enquanto a mão direita está no peito, a mão esquerda permanece repousada sobre livros e um manuscrito, símbolos de sabedoria e dos conhecimentos dos filósofos iluministas. O retrato, portanto, associa símbolos de autoridade (despotismo) e de sabedoria (esclarecimento) na figura do imperador.

3) O marquês de Pombal, assim como outros líderes políticos, apropriou-se de alguns dos conhecimentos elaborados pelos pensadores iluministas. Alguns de seus objetivos eram modernizar as instituições sociais, racionalizar a administração e desenvolver culturalmente o Império Português. A forte influência da Igreja Católica nas instituições políticas e de ensino e na mentalidade da população, entretanto, era um obstáculo à efetivação daquelas metas. Ao expulsar os jesuítas do território lusitano e diminuir a influência da Igreja Católica sobre determinados assuntos, o marquês de Pombal via a possibilidade de promover o desenvolvimento cultural do Império Português.

Tema 1 – página 121

1) Os dois acontecimentos foram o surgimento da imprensa e as grandes navegações. A invenção da imprensa permitiu que os conhecimentos produzidos e elaborados por pensadores que questionavam ou se opunham aos dogmas da Igreja Católica pudessem ser usados por um número maior de pessoas. A importância das grandes navegações para a Revolução Científica foi indireta. O conhecimento de novas terras e de novos povos permitiu que os navegantes europeus entrassem em contato com outras culturas. Se esse encontro ficou marcado, em grande parte, pela dizimação dos povos indígenas, por outro lado muitos pensadores aproveitaram para questionar os valores da própria cultura européia.

2a) ‘O método científico como conhecemos hoje engloba, geralmente, algumas etapas como: a observação, a formulação de uma hipótese, a experimentação, a interpretação dos resultados e, por fim, a conclusão. Ele resulta do pensamento de muitos pensadores, principalmente de René Descartes.
De uma forma um pouco simplista, mas apenas para dar uma visão melhor do que se trata o método proposto por Descartes, que acabou sendo chamado de “Determinismo Mecanicista”, “Reducionismo”, ou “Modelo Cartesiano”, ele baseia-se principalmente na concepção mecânica da natureza e do homem, ou seja, na concepção de que tudo e todos podem ser divididos em partes cada vez menores que podem ser analisadas e estudadas separadamente e que (para usar a frase clássica) “para compreender o todo, basta compreender as partes”.
Talvez, o exemplo mais fácil de se verificar o método proposto por Descartes, seja através da medicina: baseada no modelo cartesiano a medicina se dividiu em especialidades cada qual procurando entender os mecanismos de funcionamento de um órgão ou parte específica do corpo humano. As doenças passaram a ser encaradas como algum distúrbio em determinada parte que constitui o homem, e o homem em si, como um todo, deixa de ser considerado na investigação da medicina segundo modelo cartesiano.’ (Disponível em http://www.infoescola.com/ciencias/metodo-cientifico/. Acesso 25/02/12.)
De acordo com o texto do livro, Descartes apresenta quatro regras ou princípios para a atividade científica. Em primeiro lugar, um fato ou uma proposição poderia ser considerado verdadeiro apenas se fosse evidente e se se apresentasse claro e nítido ou distinto. Em segundo lugar, o objeto científico deveria ser dividido em partes cada vez menores, até que não fosse mais possível dividi-las. Em terceiro lugar, as partes do objeto científico também deveriam ser ordenadas conforme seu grau de complexidade. A atividade científica apresentava-se, desse modo, dividida em etapas. Por fim, seria necessário fazer uma verificação de tudo aquilo que havia sido pesquisado.

2b) Não.
“O método da escolástica é o método da disputa. A disputa consiste na apresentação de uma tese, que pode ser defendida ou refutada por argumentos. Trata-se de um pensamento subordinado a um princípio de autoridade (os argumentos podem ser tirados dos antigos, como Platão e Aristóteles, dos padres da igreja ou dos homens da igreja, como os papas e os santos)”. (Disponível em http://educacao.uol.com.br/filosofia/filosofia-medieval-2-filosofos-cristaos-conciliaram-fe-e-razao.jhtm. Acesso 25/02/12.)
“Escolástica significa filosofia da escola. Como as formas de ensino medieval eram duas (lectio, que consistia no comentário de um texto, e disputatio, que consistia no exame de um problema através da discussão dos argumentos favoráveis e contrários), na Escolástica a atividade literária assumiu predominantemente a forma de Comentários ou de coletâneas de questões.
O problema fundamental da Escolástica é levar o homem a compreender a verdade revelada. A Escolástica é o exercício da atividade racional (...) com vistas ao acesso à verdade religiosa, à sua demonstração ou ao seu esclarecimento nos limites em que isso é possível, aprestando um arsenal defensivo contra a incredulidade e as heresias.” (Disponível em http://blogdolasalle.blogspot.com/2011/08/parte-2-escolastica.html. Acesso 25/02/12.)
Para a escolástica medieval, qualquer conhecimento, para ser considerado verdadeiro, devia estar submetido às conclusões dogmáticas das Sagradas Escrituras ou aos raciocínios desenvolvidos pelos pensadores gregos. Estar de acordo com os preceitos definidos por essas duas fontes do pensamento antigo era fundamental para se estabelecer um conhecimento verdadeiro. Descartes, por outro lado, abandonou a autoridade dos textos antígos para definir se o conhecimento era verdadeiro ou não. A evidência, a clareza e a nitidez ou distinção das proposições e dos fatos analisados tornaram-se o critério fundamental para se estabelecer o conhecimento verdadeiro.

3) Na imagem, o foco principal é a queima de livros. Para a Igreja não bastava proibir, mas destruir os livros proibidos. A fogueira ocupa o centro da imagem. Ao lado dela, aprecem membros da Igreja e, no alto, anjos que destacam o título: Index Lihromm ProzNtorum (Índice dos Livros proibidos). Para ficar claro o foco, um livro aberto aparece com destaque no momento em que é jogado na fogueira. Os livros representavam a materialização e o principal meio de divulgação das idéias que desafiavam a doutrina católica.

Tema 2 – página 126

1) O século XVIII foi um período que conheceu novas formas de sociabilização entre as pessoas. Os cafés, os clubes, as praças e os salões da aristocracia eram espaços marcados por duas características importantes. Em primeiro lugar, permitiam a leitura em voz alta dos textos iluministas, de livros populares e de jornais, estimulando a troca de opiniões entre as pessoas. Em segundo lugar, não estavam vinculados ao poder real, como os parlamentos, nem à religião, como as igrejas. Por esse motivo, os assuntos e os posicionamentos de cada um dos participantes dos debates não precisavam se submeter aos interesses monárquicos ou religiosos. As idéias iluministas, desse modo, encontraram um campo fértil para germinar e se desenvolver.

2) O afastamento entre as obras do marquês de Sade e os conceitos formulados pelos pensadores iluministas se dava, principalmente, em tomo das concepções morais. Sobre esse assunto, os filósofos iluministas se dividiam em dois grupos: aqueles que argumentavam que tanto o bem quanto o mal eram inerentes ao homem e aqueles que acreditavam que os sentimentos e a moral eram aprendidos em sociedade. O marquês de Sade faz a crítica dessa concepção otimista da moral humana. Para o escritor, ao contrário do bem e do mal e do aprendizado moral em sociedade, o homem era tomado pelos instintos brutais da natureza. A moral iluminista, nesse sentido, apenas servia para mascarar a verdadeira natureza humana.

3a) Segundo Rousseau, há três tipos de educação: a educação da natureza, a educação dos homens e a educação das coisas. Todas as três devem servir ao mesmo objetivo para que a formação do indivíduo não fique comprometida. A educação da natureza é a Única que não sofre qualquer participação do homem. Desse modo, a educação dos homens e a educação das coisas devem ser orientadas conforme a educação da natureza. Com esse raciocínio, Rousseau avaliaria com certa suspeita a maneira como as crianças tinham sido educadas até então. Todo e qualquer ensino que não levasse em conta a natureza dificilmente atingiria seu objetivo com sucesso.

3b) A superioridade da educação da natureza sobre os outros dois tipos de educação não é apenas uma referência a um pensamento pedagógico, mas também uma referência à liberdade natural de cada indivíduo. Um dos efeitos da orientação da educação dos homens e da educação das coisas conforme a educação da natureza é a diminuição da intervenção humana ou social sobre a formação do individuo. Desse modo, as aptidões naturais de cada um teriam maiores possibilidades de se desenvolver livremente. Essa concepção pedagógica estava de acordo com a crítica do pensamento iluminista dirigida contra a opressão política e com a defesa da liberdade individual.

Analisar um documento histórico - página 127
1) A pintura retrata a cena de um juramento com destaque para os soldados. No centro, vemos um homem que segura as espadas, enquanto os soldados, à esquerda da imagem, fazem o juramento com os braços estendidos. A luz é projetada da esquerda, iluminando principalmente as espadas e os soldados. Os soldados estão em pé, e as pernas, os braços, as mãos, as espadas e a lança estão em ângulo reto. São destacados as musculaturas e os traços das roupas, como se fossem estátuas. No canto direito, as mulheres estão em um ponto com menos iluminação. Ao contrário dos homens, estão fora do centro, sentadas e curvadas, O cenário é simples, destacando apenas os arcos romanos na sombra, sem nenhuma decoração.

2) A valorização da esfera pública e do dever cívico. A cena representa a importância do cumprimento dos deveres públicos e do sacrifício pessoal em nome da república e da pátria. Os soldados juram lutar pelos ideais públicos, ressaltando a importância da ação política (defesa da república) e da própria pátria, minimizando suas vontades pessoais. A esfera pública seria mais importante que a esfera privada.
3) Não. Ao observarmos o quadro, fica nítida não só a distinção entre os papéis sociais exercidos pelos homens e pelas mulheres, mas também a diferença de importância de cada um deles. Os homens são soldados que se preparam para cumprir seus deveres cívicos. Seus papéis são exercidos na esfera pública. As mulheres são representadas no contexto familiar, como mães, esposas ou filhas dos soldados. Seus papéis sâo exercidos na esfera privada.
Alguns elementos do quadro nos induzem a ver na esfera pública uma importância maior que aquela existente na esfera privada. O juramento exercido pelos soldados não só é o tema principal do quadro, mas também ocupa o seu centro e recebe maior luminosidade. As mulheres, por outro lado, recebem menos luminosidade, estão sentadas ao canto da imagem e não são o tema principal do quadro.

4) A obra de David utiliza a representação de uni acontecimento histórico da Antiguidade clássica (história de Roma) para tratar da importância da república e da ação política. Para alguns filósofos iluministas, apenas a forma de governo republicana poderia realizar alguns ideais iluministas, como o progresso e o aperfeiçoamento da espécie humana.